"A ESPERANÇA DOS JUSTOS É A SUA ALEGRIA"
(Provérbios 10:28)
Para muitos, a velhice é uma fase sem esperanças na vida. É a época das enfermidades mais graves, da perda de forças, do prazer em relação a muitas coisas feitas e vividas durante as outras fases da existência, e a época quando mais perto se está da morte. O próprio texto de Ecl. 12, com sua visão realista da vida e sua supervalorização da juventude, assim também entende. Por tudo isto, a terceira idade seria uma fase sem esperanças.
O que é, porém, a esperança? Se podemos dizer que a esperança da criança é ser jovem; do jovem é casar e ter a sua profissão; do adulto é construir a sua casa e a sua família, qual seria a esperança do idoso, que já foi criança, que já se casou e constituiu a família, que já exerceu a sua profissão até o fim? A sua esperança é agora poder viver um tipo novo de alegria, que consiste no usufruto de todos aqueles investimentos realizados durante o decorrer da sua existência. Agora, além dos filhos, ele tem os netos; além da família, ele tem a casa; além dos diplomas, ele tem a sabedoria; além de uma aposentadoria, ele tem o reconhecimento do mérito; e além do tempo, ele tem a eternidade.
A própria eternidade é motivo de alegria. A alegria e a esperança do crente está em Deus, o nosso Salvador, que é "a esperança de todos os confins da terra e dos mares", conforme o Sal. 65:5. Assim, está certo Salomão ao declarar: "A esperança do justo é a alegria". Vivamos, pois, na alegria da nossa esperança.